Qualificações de um profissional da logística

Setembro 10, 2008

Ainda hoje ouço muitas pessoas perguntarem sobre quais atividades poderiam exercer enquanto graduados em logística e quais as possíveis áreas de atuação. Esta questão é um tanto complexa e relativa, pois constantemente esta vem sendo aplicada com uma diversificação imensa. Porém, no site de minha faculdade encontrei algumas definições que podem esclarecer um pouco sobre estes questionamentos.

Perspectivas
As possíveis posições assumidas pelo Tecnólogo em Logística no mercado de trabalho são: Controlador, Coordenador de Estocagem, Chefe de Estocagem, Analista de Logística, Coordenador de Logística, Analista de Expedição, Chefe de Expedição, Coordenador de Expedição, Assistente de Almoxarifado e Chefe de Almoxarifado.

A Carreira:
O profissional de Logística é especializado em armazenagem, distribuição e transporte. Atuando na área logística de uma empresa, planeja e coordena a movimentação física e de informações sobre as operações multimodais de transporte, para proporcionar fluxo otimizado e de qualidade para peças, matérias – primas e produtos. Ele gerencia redes de distribuição e unidades logísticas, estabelecendo processos de compras, identificando fornecedores, negociando e estabelecendo padrões de recebimento, armazenamento, movimentação e embalagem de materiais, podendo ainda ocupar-se do inventário de estoques, sistemas de abastecimento, programação e monitoramento do fluxo de pedidos.
Fonte: http://www.ibta.com.br/pages.php?recid=25&id=62

Como visto acima, podemos vislumbrar um leque de opções, inseridas em todas as etapas da atividade de uma empresa, passando pelos setores de compras, almoxarifado, relacionamento com o cliente (na parte de pedidos ou até mesmo atendimento pós-venda), expedição e muito mais.

Para um melhor aproveitamento das qualidades profissionais, o ideal é a especialização em uma área específica, aperfeiçoando-se cada vez mais nesta, obtendo maior experiência, formação e informação para desenvolvimento de suas atividades.


Em busca da qualidade

Setembro 5, 2008

Trabalho em uma distribuidora de medicamentos, de médio porte, e vejo muitas situações cotidianas que contradizem o propósito fundamental da logística, como a falta de planejamento e os processos repetitivos e desordenados. Na atual posição que estou não posso sequer expressar minha opinião e aplicar alguns procedimentos básicos para melhoria (isso porque já tentei inúmeras vezes), mas felizmente posso partilhar com vocês os resultados que poderiam ser obtidos com um estudo superficial apenas.

Em um processo de picking é muito importante, antes de mais nada, mensurar a capacidade de produção da mão-de-obra disponível hoje para a empresa. Convido sempre quem eu converso sobre este assunto a pensar: “E se a uma fabricante de carros resolvesse produzir 30% mais carros com a mesma mão-de-obra e a mesma jornada de trabalho, isso tudo para atender uma nova promoção no lançamento de um de seus veículos, sem uma prévia do fato, o que aconteceria? Simples, um caos total”. E com base nessa premissa podemos perceber a fundamental importância da capacidade seja da sua linha de produção, da sua equipe de picking ou até mesmo da nossa própria capacidade (quando atentamos para um negócio próprio).

Indicadores de desempenho são fundamentais para mensuração de tais capacidades, além de serem base para prover estudos futuros (seja de curto, médio ou longo prazo) e também análises de períodos anteriores, visualizando fatos como momentos de grande ou baixa produtividade, motivos de tais variações e assim por diante.

Sempre existe algo a ser melhorado. Portanto, não deixe a comodidade tomar conta de suas atividades. Lembre-se sempre que no nível em que se encontra o mercado nos dias de hoje, pequenos ganhos podem tornar-se o fator fundamental para destaque e sucesso de sua empresa.

Pense nisso:
- Sempre ouça seus funcionários e o que têm a dizer, pois muitos enxergam o que está debaixo de nossos olhos enquanto somos incapazes de nos distanciarmos da situação para visualizar.
- Não acredite nessa teoria do “achismo” que muitos ainda hoje utilizam. “Eu acho” é um auxílio para a decisão, e não o embasamento para a mesma. Resultados abaixo das expectativas, podem ser reflexo da falta de dados concretos para as decisões tomadas.

“Muitas pessoas teriam sucesso em pequenas coisas se não fossem perturbadas por grandes ambições” (Peter Druker)



Índice de serviço a clientes

Agosto 26, 2008

Fui a uma festa este final de semana, com entradas para o camarote. E no pouco tempo que fiquei lá, pude perceber uma grande movimentação de pessoas requisitando algo para beber e uma pequena quantidade de pessoas atendendo. Eram cerca de 200 convidados disputando míseros 4 garçons no bar, com uma imensa aglomeração e grande demora para pegar alguma bebida. Ao final, e também durante o evento, percebi muitos dos que estavam ali reclamando da ineficiência e da falta de prontidão do atendimento.

E fica a pergunta: Será que era realmente este tipo de comentário citado acima que gostariam de ouvir os organizadores do evento? Onde entra o planejamento para atender e satisfazer as necessidades destes clientes? Qual o índice de satisfação esperado ao final? Realmente existiu esta preocupação?

Devemos lembrar sempre que uma das maiores ferramentas do marketing para valorizar um produto é o “boca-a-boca”, que ao mesmo tempo pode levar multidões a buscar um produto ou destruir um império construído com muito suor e trabalho. Cativar o cliente é sempre uma forma não só de manter sua fidelidade, mas também de garantir que muitos outros tornem-se fiéis.

Portanto, nunca deixe de fora do planejamento este índice de serviço a clientes, seja qual for o empreendimento. Busque a equação certa, ou a mais próxima possível, de até onde pretende chegar para agradar seus clientes e como pode fidelizar o máximo possível. Não se pode agradar a todos, mas é dever de um bom administrador almejar isto, equilibrando ações e recursos disponíveis.

Parabenizo aos organizadores do evento pelo sucesso obtido, mas não podia deixar de ressaltar tal fato ocorrido.


O Código de Barras

Agosto 10, 2008

Sempre tive curiosidade de saber um pouco mais sobre este assunto, e creio que muitos também ainda desconhecem sua origem e também sua construção. Espero que gostem.

O código de barras surgiu nos Estados Unidos, em 1970, com o intuito de diminuir as filas e o processo de pagamento ficasse mais rápido. Ele ajuda o proprietário de um estabelecimento a ter mais controle do estoque e do que é vendido, pois as barras armazenam informações sobre o produto no computador. As barras estão em linguagem de computador onde cada uma representa um dos dígitos do sistema binário (0 ou 1), sendo que uma sequência destas representa os números de 1 a 9.

Ele é uma representação gráfica de dados, podendo ser numéricos ou alfanuméricos, conforme sua utilização. Sua decodificação (leitura dos dados) é feita por um scanner (aparelho que emite um raio vermelho), percorrendo todas as barras que compõe o código. Onde a barra for escura absorve-se a luz, e onde a barra for clara (espaços entre as barras) a luz é refletida novamente para o scanner, reconhecendo os dados ali representados. Todos os dados captados nessa leitura são compreendidos pelo computador e convertidos para em letras e/ou números legíveis.

O código EAN/UPC é um sistema internacional que auxilia na identificação inequívoca de um item a ser vendido, movimentado e armazenado, o mais conhecido e utilizado mundialmente é o EAN-13. A estrutura numérica do código (que geralmente ficam abaixo das barras) representam as seguintes informações:

Ex: 7898357410015 onde –
a) os 3 primeiros dígitos representam a o prefixo da organização responsável por controlar e licenciar a numeração no país no caso do 789 representam a GS1 BRASIL.
b) os próximos dígitos que podem variar de 4 a 7 representam a identificação da industria dona da marca do produto no exemplo acima é o 835741 (6 dígitos).
c) os dígitos 0001 representam a identificação do produto determinado pela industria
d) e o último dígito 2 é chamado de dígito verificador que auxilia na segurança da leitura.

No total o código EAN-13 deve ter 13 dígitos. Vale ressaltar que os números da empresa variam de empresa para empresa, os números que identificam o item variam de item para item e o dígito verificador deve ser recalculado a cada variação na numeração Existem outros tipos de códigos padrões para diversas aplicações.

Às 8:01 da manhã de 26 de junho de 1974, um cliente do supermercado Marsh’s em Troy, no estado norte-americano de Ohio, fez a primeira compra de um produto com código de barras. Era um pacote com 10 chicletes Wrigley’s Juicy Fruit Gum. No Brasil, seu início operacional deu-se na década de 80.

Adaptado da Wikipedia.


Reabertura?

Julho 25, 2008

Depois de um tempo sem visitar aqui, vou começar a me dedicar a postar aqui no blog constantemente. Quem sabe esta seja a porta de entrada para um futuro à minha espera!
Resolvi postar uma poesia que só Deus sabe de onde veio inspiração para escrever, mas que me serve de guia muitas das vezes que preciso. Espero que seja uma peça de reflexão para cada um que a leia.

Dúvidas

Ainda que tudo tenha, algo me falta
Uma busca diária, que termina em dúvidas
Dúvidas que cada dia se acumulam
E transforma-se em um medo de não sei o quê
E esse medo, diante de tudo o que tenho
Se faz grande, e me sinto só
Parece que esse tudo me prende
E esse não sei o quê me atrai
Parece que tudo se faz nada
E não sei o quê se faz tudo
Tudo até hoje não me faz feliz
Mas não sei o quê me diz que tudo pode mudar
Basta simplesmente acreditar, sonhar
E deixar-se levar
Entregar-me aos desejos de meu coração
Pois grandes são as promessas para mim
E inimagináveis as riquezas que posso ter
Assim, descobri que o mundo me dá tudo
E Deus é esse não sei o quê que me atrai
Que diante das riquezas de Deus tudo é nada
E para Deus, eu sou tudo


A remota origem da filosofia 5S

Junho 22, 2008

Comecei pelo SEBRAE um curso sobre 5S, e recomendo a todos, de grande valia para crescimento pessoal e profissional, ajundando no desenvolvimento de habilidades organizacionais e também proporcionando melhor qualidade de vida.

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A origem remonta aos templos budistas e xintoístas no oriente antigo, nos quais, segundo se conta, um discípulo de mestre-monge passava por etapas-chave antes de se tornar definitivamente monge. Na primeira etapa, ao chegar, o discípulo era convidado a descartar todos os sentimentos, pensamentos e bens materiais que não teriam utilidade na nova vida que se iniciava. Dessa forma, por exemplo, seus pertences pessoais inúteis (roupas, acessórios etc.) e seus pensamentos impuros eram deixados ao entrar no templo. O desperdício – ter consigo ou para si algo que não lhe tem utilidade – era considerado uma ofensa, já que a natureza/Deus, ao oferecer o recurso, o faz para uma finalidade justa.

Para viver a nova vida, disciplina e novos hábitos eram importantes. Para uma boa convivência em um ambiente de recursos escassos, a organização era fundamental. Por isso na segunda etapa o discípulo era convidado a conhecer e praticar a disciplina de horários e a identificação dos locais e utensílios para que todos pudessem compartilhar e incorporar hábitos que facilitassem a vida conjunta, praticando o respeito ao outro. Vencidas essas etapas, o discípulo passava por um processo de limpeza e purificação, que incluía jejum, sua limpeza física e a prática de manter limpos (evitar sujar) todos os espaços. Nesse momento, seus cabelos eram raspados, para simbolizar a “passagem”.

Na quarta etapa, os pensamentos e hábitos do discípulo entravam em uma etapa de “higienização”. Por meio de prática e reflexão, ele era estimulado a manter pensamentos e atitudes pró-ativos e positivos, que garantissem a saúde mental e corporal sua e do grupo. Na quinta e última etapa, o discípulo então se tornava monge e era convidado a manter e melhorar sua prática dos aspectos anteriores. Para tanto, uns apoiavam os outros em relações mestre-discípulo, a fim de garantir a disciplina e a persistência para melhorar a maneira de sentir, agir e ser.

Fonte: SEBRAE – Curso De Olho na Qualidade – 5S para os pequenos negócios


Surgimento do termo logística

Maio 13, 2008

Sei que pode soar familiar este tema, mas espero saciar a curiosidade de muitos que ainda desconhecem algumas das diversas considerações sobre o surgimento do termo logística.

Sua origem é descrita de diversas formas. Abaixo, apresentarei algumas delas.

Derivado do grego “logistikos”, donde advém o termo latino “logisticus” , ambos significando cálculo e lógica, no sentido matemático da expressão. Defensores desta explicação acreditam que a palavra era usada entre militares do exército romano antigo, no sentido de “analisar matematicamente”.

Termo relativo a um fato histórico ocorrido na França de Luiz XIV, século XVII. Por volta de 1670, um dos conselheiros do rei sugeriu que fosse criada uma nova estrutura de assistentes do monarca, para tentar resolver os crescentes problemas administrativos enfrentados pelo exército, à medida que este se envolvia com o caos medieval da época. Uma espécie de reforma ministerial do reino. Uma das posições criadas foi a de Marechal General de Logis, que é derivado do verbo loger, que em francês significa “alojar” (neste caso, alojar as tropas).

Barão Antoine Henri Jomini, principal teórico militar da primeira metade do século XIX e oficial assistente de Napoleão, desenvolveu o termo “logistique”, definindo-o como “a arte de movimentar exércitos”, agregando, além do conceito de transportar, o trabalho de assistência, arranjos administrativos e até mesmo atividades de reconhecimento e inteligência envolvidas na movimentação das forças militares. Posteriormente, este termo foi traduzido para o inglês “logistics”.

Fonte: Apostila Fundamentos de Logística, Semestre I – 2005 – Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada