Setembro 5, 2008
Trabalho em uma distribuidora de medicamentos, de médio porte, e vejo muitas situações cotidianas que contradizem o propósito fundamental da logística, como a falta de planejamento e os processos repetitivos e desordenados. Na atual posição que estou não posso sequer expressar minha opinião e aplicar alguns procedimentos básicos para melhoria (isso porque já tentei inúmeras vezes), mas felizmente posso partilhar com vocês os resultados que poderiam ser obtidos com um estudo superficial apenas.
Em um processo de picking é muito importante, antes de mais nada, mensurar a capacidade de produção da mão-de-obra disponível hoje para a empresa. Convido sempre quem eu converso sobre este assunto a pensar: “E se a uma fabricante de carros resolvesse produzir 30% mais carros com a mesma mão-de-obra e a mesma jornada de trabalho, isso tudo para atender uma nova promoção no lançamento de um de seus veículos, sem uma prévia do fato, o que aconteceria? Simples, um caos total”. E com base nessa premissa podemos perceber a fundamental importância da capacidade seja da sua linha de produção, da sua equipe de picking ou até mesmo da nossa própria capacidade (quando atentamos para um negócio próprio).
Indicadores de desempenho são fundamentais para mensuração de tais capacidades, além de serem base para prover estudos futuros (seja de curto, médio ou longo prazo) e também análises de períodos anteriores, visualizando fatos como momentos de grande ou baixa produtividade, motivos de tais variações e assim por diante.
Sempre existe algo a ser melhorado. Portanto, não deixe a comodidade tomar conta de suas atividades. Lembre-se sempre que no nível em que se encontra o mercado nos dias de hoje, pequenos ganhos podem tornar-se o fator fundamental para destaque e sucesso de sua empresa.
Pense nisso:
- Sempre ouça seus funcionários e o que têm a dizer, pois muitos enxergam o que está debaixo de nossos olhos enquanto somos incapazes de nos distanciarmos da situação para visualizar.
- Não acredite nessa teoria do “achismo” que muitos ainda hoje utilizam. “Eu acho” é um auxílio para a decisão, e não o embasamento para a mesma. Resultados abaixo das expectativas, podem ser reflexo da falta de dados concretos para as decisões tomadas.
“Muitas pessoas teriam sucesso em pequenas coisas se não fossem perturbadas por grandes ambições” (Peter Druker)
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Escrito por Sérgio Júnior
Agosto 26, 2008
Fui a uma festa este final de semana, com entradas para o camarote. E no pouco tempo que fiquei lá, pude perceber uma grande movimentação de pessoas requisitando algo para beber e uma pequena quantidade de pessoas atendendo. Eram cerca de 200 convidados disputando míseros 4 garçons no bar, com uma imensa aglomeração e grande demora para pegar alguma bebida. Ao final, e também durante o evento, percebi muitos dos que estavam ali reclamando da ineficiência e da falta de prontidão do atendimento.
E fica a pergunta: Será que era realmente este tipo de comentário citado acima que gostariam de ouvir os organizadores do evento? Onde entra o planejamento para atender e satisfazer as necessidades destes clientes? Qual o índice de satisfação esperado ao final? Realmente existiu esta preocupação?
Devemos lembrar sempre que uma das maiores ferramentas do marketing para valorizar um produto é o “boca-a-boca”, que ao mesmo tempo pode levar multidões a buscar um produto ou destruir um império construído com muito suor e trabalho. Cativar o cliente é sempre uma forma não só de manter sua fidelidade, mas também de garantir que muitos outros tornem-se fiéis.
Portanto, nunca deixe de fora do planejamento este índice de serviço a clientes, seja qual for o empreendimento. Busque a equação certa, ou a mais próxima possível, de até onde pretende chegar para agradar seus clientes e como pode fidelizar o máximo possível. Não se pode agradar a todos, mas é dever de um bom administrador almejar isto, equilibrando ações e recursos disponíveis.
Parabenizo aos organizadores do evento pelo sucesso obtido, mas não podia deixar de ressaltar tal fato ocorrido.
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Escrito por Sérgio Júnior
Maio 13, 2008
Sei que pode soar familiar este tema, mas espero saciar a curiosidade de muitos que ainda desconhecem algumas das diversas considerações sobre o surgimento do termo logística.
Sua origem é descrita de diversas formas. Abaixo, apresentarei algumas delas.
Derivado do grego “logistikos”, donde advém o termo latino “logisticus” , ambos significando cálculo e lógica, no sentido matemático da expressão. Defensores desta explicação acreditam que a palavra era usada entre militares do exército romano antigo, no sentido de “analisar matematicamente”.
Termo relativo a um fato histórico ocorrido na França de Luiz XIV, século XVII. Por volta de 1670, um dos conselheiros do rei sugeriu que fosse criada uma nova estrutura de assistentes do monarca, para tentar resolver os crescentes problemas administrativos enfrentados pelo exército, à medida que este se envolvia com o caos medieval da época. Uma espécie de reforma ministerial do reino. Uma das posições criadas foi a de Marechal General de Logis, que é derivado do verbo loger, que em francês significa “alojar” (neste caso, alojar as tropas).
Barão Antoine Henri Jomini, principal teórico militar da primeira metade do século XIX e oficial assistente de Napoleão, desenvolveu o termo “logistique”, definindo-o como “a arte de movimentar exércitos”, agregando, além do conceito de transportar, o trabalho de assistência, arranjos administrativos e até mesmo atividades de reconhecimento e inteligência envolvidas na movimentação das forças militares. Posteriormente, este termo foi traduzido para o inglês “logistics”.
Fonte: Apostila Fundamentos de Logística, Semestre I – 2005 – Instituto Brasileiro de Tecnologia Avançada
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Escrito por Sérgio Júnior